Damo-nos mal; muito mal, mesmo.
Sim, eu sei, tenho dois filhos extraordinários que são a luz da minha vida; e esse motivo deveria ser mais do que suficiente para eu dar a máxima importância ao Dia da Mãe.
Mas há outros dois motivos que me levam a, todos os anos, ficar com uma neura desgraçada neste dia: o primeiro, o facto de eu própria não ter mãe; o segundo, o facto de não conseguir compreender a razão da necessidade de haver um "dia da mãe". Afinal, nós somos mães todos os dias... E os filhos também são filhos todos os dias... Então, qual a necessidade de haver um dia no ano para lembrar esse facto? E o mesmo para o Dia do Pai, o Dia da Mulher, o Dia dos Avós... Será que em todos os outros dias do ano sofremos de uma qualquer amnésia selectiva que nos leva a esquecer o nosso papel dentro das nossas famílias?
E por causa de tudo isto, ontem passei o dia todo com uma neura do caraças. Não fiz absolutamente nada em casa, não saí à rua, não trabalhei e ainda acabei o dia com uma dor de cabeça brutal. Mais valia ter passado o dia na cama, a dormir, mas não, andei a arrastar-me pela casa fora, sem fazer nada de jeito e a barafustar com tudo e com todos, incluindo eu própria.
O cúmulo dos cúmulos??? O meu telemóvel morreu. Mas mesmo morto, matado e morrido. Acho que vou mas é deixar de tocar em coisas que requeiram algum tipo de energia para o seu funcionamento, já que últimamente tudo se estraga nas minhas mãos. Mas por outro lado preciso de um telemóvel. Urgentemente. Logo, tenho de ir comprar um urgentemente. Maldito dia da mãe de 2012.
Pronto. Podem bater-me à vontade. É raro eu opinar sobre assuntos destes, mas não me contive.
Bjinhos!!